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Apoio financeiro para traduções de obras de autores brasileiros

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou na abertura da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro, o Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior. Até 2020, o governo promete investir R$ 12 milhões no programa para estimular a presença da literatura brasileira no mercado editorial internacional.

“Acho essencial que os livros sejam traduzidos para o inglês, o espanhol, línguas mais universais. Só assim vai se poder mundialmente reconhecer o valor da literatura brasileira”, destacou a ministra, dizendo que, em viagens ao exterior, principalmente à Europa, tem visto o “entusiasmo” com o Brasil e o interesse em conhecer melhor a cultura nacional. “A gente só está atendendo a uma demanda que já existe”.

O dinheiro será disponibilizado ano a ano em valores crescentes, sendo R$ 1 milhão este ano, R$ 1,1 milhão em 2012 e 2013, até se chegar a R$ 1,4 milhão em 2020, totalizando a quantia de R$ 12 milhões. A Fundação Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura, vai conceder bolsas de US$ 2 mil a US$ 8 mil por obra. As reedições de obras já traduzidas há pelo menos três anos receberão entre US$ 500 e US$ 4 mil por obra selecionada.

As propostas serão analisadas no fim de cada trimestre e, a partir daí, o anúncio das obras selecionadas será feito em até 30 dias. Para o edital 2011/2012, as obras deverão ser publicadas até agosto de 2013.

Fonte: Terra

Debate em Lisboa sobre as línguas portuguesa e espanhola diante da economia

Académicos, gestores, agentes culturais e jornalistas vão debater em 19 de maio, na sede do Instituto Camões, em Lisboa, as ligações entre línguas e economia, num fórum promovido conjuntamente pelo Instituto Camões (IC), Instituto Cervantes, de Espanha, e Casa da América Latina,  com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da Secretaria-geral Ibero-Americana e da União Latina.

O fórum, que ocorrerá entre as 9:30 e as 18:00, será encerrado por Ana Paula Laborinho, Presidente do Instituto Camões, e por Carmen Pérez-Fragero, Secretária-geral do Instituto Cervantes, que falarão da promoção conjunta das línguas portuguesa e espanhola.

A Presidente do IC e o Diretor do Instituto Cervantes de Lisboa, José María Martín Valenzuela, farão as intervenções de abertura do seminário, tal como o Secretário-geral da Casa da América Latina, Alberto Laplaine Guimarães.

De acordo com os organizadores, o fórum tem «o objetivo de lançar o debate sobre o valor da língua portuguesa e da língua espanhola, considerando as suas estratégias de internacionalização e de cooperação no sentido da afirmação do espaço ibero-americano e demais territórios das duas línguas no mundo». «As dimensões em análise serão o investimento e o comércio externo, as indústrias da língua, da cultura e da comunicação», acrescentam.

No seminário, os participantes poderão ouvir responsáveis pelas equipas que, em Portugal e Espanha, fizeram estudos sobre o valor económico do português e do espanhol.

Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL, dirigiu a equipa de investigadores do seu instituto que apresentou em 2008 o estudo relativo a Portugal, encomendado pelo IC em 2007, e que revelou representar a língua portuguesa 17% do PIB nacional.

Do lado espanhol estará presente o economista José Luís Garcia Delgado, catedrático da Universidade Complutense, que juntamente com os professores José Antonio Alonso e Juan Carlos Jiménez publicou um estudo sobre a importância económica do espanhol, na sequência de investigações realizadas desde 2005.

A primeira sessão do seminário, sobre ‘línguas, comércio externo e investimento estrangeiro’ terá como moderador Adriano Moreira e compreenderá dois painéis, o 1º sobre perspetivas institucionais, com representantes do ICEX espanhol e da AICEP portuguesa, e o 2º sobre perspetivas empresariais, com representantes da GALP, Repsol, Santander e BES.

À tarde, depois da sessão sobre o ‘valor económico das línguas portuguesa e espanhola’, que terá moderação de Maria de Lurdes Rodrigues, Presidente da FLAD, seguir-se-á a sessão relativa a ‘línguas, cultura e comunicação’, moderada pelo deputado José Ribeiro e Castro, Presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas da Assembleia da República.

O 1º painel desta sessão, sobre ‘economia da cultura’, contará com a participação de José Pedro Ribeiro, Diretor do ICA (Portugal) e Benito Burgos, assessor técnico do Diretor do ICAA, Instituto de Cinematografia de Espanha. O 2º painel, sobre ‘informação e cultura’, terá como oradores Manuel Lucena Giraldo, do CSIC (Consejo Superior de Investigaciones Científicas, a maior instituição pública espanhola dedicada à investigação) e membro do Conselho do ABC Cultural, e José Carlos Vasconcelos, Diretor do Jornal de Letras.

Durante os trabalhos estará patente ao público, uma exposição bibliográfica de obras sobre a língua portuguesa e língua espanhola.

Programa Completo

Português poderá ser língua oficial das Nações Unidas

O linguista João Malaca Casteleiro disse hoje à Agência Lusa em Macau acreditar que o português se possa tornar na sétima língua oficial das Nações Unidas nos próximos cinco anos, considerando “inevitável” uma reforma daquela organização.

“Portugal está a atravessar uma situação económica difícil e, portanto, o investimento que faz na promoção da língua portuguesa no estrangeiro é enorme”, disse João Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, à margem do 15.º Colóquio da Lusofonia em Macau.

Ao observar que o Brasil “tem uma capacidade maior” para projetar o português a nível internacional, o linguista que participou na redação do novo Acordo Ortográfico considera que hoje a preocupação é “harmonizar as duas intervenções”.

“Neste momento, espera-se que, com a grande projeção do Brasil no plano internacional e uma possível entrada no conselho permanente das Nações Unidas, a língua portuguesa se acrescente às seis línguas oficiais daquela organização, o que poderá acontecer nos próximos três, quatro, cinco anos”, disse.

Malaca Casteleiro admite essa possibilidade ao considerar ser “inevitável uma reforma das Nações Unidas” e ao realçar que existe uma maior “cooperação entre povos e países, como os Estados Unidos, Rússia e a China, que esbateram muitos atritos, o que favorece essa reforma”.

O português é a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol, por 240 milhões de pessoas nos quatro continentes.


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